Funcionário que matou 3 na Bombril sofria bullying, dizem testemunhas

Bullying teria sido a motivação do triplo assassinato na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, ABC, ocorrido no início da manhã deste sábado (1º/8).

O operador de empilhadeira Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, assassinou os três colega de trabalho usando uma faca, como consta em registros policiais obtidos pelo Metrópoles. Ele foi preso e tirou a própria vida dentro da carceragem do 2º DP.

Cláudio estava de folga e trabalhava também na unidade, como confirmou a empresa em nota, acrescentando que ele estaria “em surto” no momento do ataque.

Policiais militares foram acionados e, ao chegarem no local, constataram que já estavam mortos o conferente Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, o supervisor Edvaldo Santos da Silva, 44, e o operador de empilhadeira Douglas de Souza Vieira, de 39.

Testemunhas relataram à Polícia Civil que Claudio supostamente sofria bullying por parte de duas das vítimas, o que teria motivado o crime. A reportagem não confirmou ainda quem seriam os supostos autores das intimidações ao assassino.

Policiais civis constaram que Claudio se matou dentro da carceragem, dez minutos “após a última interação” do autor do crime com os agentes.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte de Claudio no local.

O que diz a Bombril

Em nota, a assessoria de imprensa da Bombril confirmou as mortes e disse que o assassino era um colaborador terceirizado da empresa. “Ele foi preso após um surto dentro das instalações na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde esfaqueou colegas de trabalho e vitimou fatalmente três pessoas”, informou.

“A companhia acionou os órgãos responsáveis, acompanha e colabora com as investigações. A Bombril repudia veementemente o ato, se solidariza com as famílias das vítimas e informa que está prestando a assistência necessária”, finaliza a nota.

Fonte: Metropoles

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