{"id":351,"date":"2021-05-19T23:50:46","date_gmt":"2021-05-20T02:50:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=351"},"modified":"2021-05-19T23:50:46","modified_gmt":"2021-05-20T02:50:46","slug":"alteracoes-na-legislacao-trabalhista-e-a-terceirizacao-na-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=351","title":{"rendered":"Altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o trabalhista e a terceiriza\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"section-gbef949\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-gbef949 gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">A terceiriza\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 uma realidade h\u00e1 d\u00e9cadas, contrato civil previsto no C\u00f3digo Civil desde 1916 e mantido no atual C\u00f3digo Civil (artigos 610 e seguintes).<br>No aspecto da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, o instituto j\u00e1 estava previsto na CLT no seu artigo 455, que considera l\u00edcita a subempreitada, mas indica a responsabilidade solid\u00e1ria do contratante em rela\u00e7\u00e3o aos empregados da contratada.<br><br>A quest\u00e3o, com a edi\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es legais na Lei 6.019\/74 atrav\u00e9s da Lei 13.429\/17 e posteriormente pela Lei 13.467\/17, \u00e9 se tais altera\u00e7\u00f5es impactaram no ramo da constru\u00e7\u00e3o civil.<br><br>Inexistia no ordenamento jur\u00eddico brasileiro uma lei espec\u00edfica para terceiriza\u00e7\u00e3o, que passou a ser \u201cregulada\u201d pela S\u00famula 331 do TST.<br><br>No ramo da constru\u00e7\u00e3o civil ent\u00e3o, no aspecto trabalhista, havia uma \u00fanica disposi\u00e7\u00e3o legal, contida no artigo 455 da CLT, e ainda a S\u00famula 331 e a OJ 191, ambos do TST \u2014 a \u00faltima, da SDI-1.<br><br>Considerando essas regras, o panorama na constru\u00e7\u00e3o civil era o da responsabilidade solid\u00e1ria do tomador (artigo 455 da CLT), quando esse n\u00e3o era mero dono da obra, mas empresa da constru\u00e7\u00e3o ou incorpora\u00e7\u00e3o (OJ 191, SDI-1, TST).<br><br>Com a aplica\u00e7\u00e3o da S\u00famula 331 do TST, julgados passaram a aplicar a responsabilidade subsidi\u00e1ria, uma vez que os autores de a\u00e7\u00f5es trabalhistas n\u00e3o baseavam seu pedido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tomadora no artigo 455 da CLT, havendo, no entanto, julgados deferindo a responsabilidade solid\u00e1ria do construtor e\/ou incorporador (TRT-1 \u2013 Recurso Ordin\u00e1rio 00115595820145010244 RJ; TRT-2 \u2013 Recurso Ordin\u00e1rio 00018416920135020074; TRT-24 \u2013 Recurso Ordin\u00e1rio 00001831420135240004).<br><br>Em 2017 surgiram as altera\u00e7\u00f5es da Lei 6.019\/74 para regulamentar a rela\u00e7\u00e3o trabalhista nos contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, mantendo-se o C\u00f3digo Civil como lei a regular o contrato entre as empresas.<br><br>Analisando-se o disposto na Lei 6.019 em sua nova reda\u00e7\u00e3o, uma mudan\u00e7a essencial \u00e9 a permiss\u00e3o para a terceiriza\u00e7\u00e3o de qualquer atividade da tomadora, inclusive de sua atividade principal (artigo 5A com reda\u00e7\u00e3o da Lei 13.467\/17).<br><br>No entanto, essa permiss\u00e3o a rigor j\u00e1 existia na empreitada, com base no artigo 455 da CLT, cujo\u00a0<em>caput<\/em>\u00a0estabelece:<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Art. 455 \u2013 Nos contratos de subempreitada responder\u00e1 o subempreiteiro pelas obriga\u00e7\u00f5es derivadas do contrato de trabalho que celebrar, cabendo, todavia,\u00a0<em>aos empregados, o direito de reclama\u00e7\u00e3o contra o empreiteiro principal pelo inadimplemento daquelas obriga\u00e7\u00f5es por parte do primeiro<\/em>.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<div id=\"section-g976de1\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g976de1 gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">Ora, se a lei n\u00e3o veda a subempreitada e, ao contr\u00e1rio, regula a responsabilidade das empresas em rela\u00e7\u00e3o ao empregado, \u00e9 porque a terceiriza\u00e7\u00e3o da atividade-fim j\u00e1 era permitida no ramo da constru\u00e7\u00e3o civil.<br><br>Portanto, nesse aspecto, a Lei 6.019 n\u00e3o impacta na constru\u00e7\u00e3o civil.<br><br>J\u00e1 quanto \u00e0 responsabilidade ser subsidi\u00e1ria ou solid\u00e1ria, podemos vislumbrar um ponto de discuss\u00e3o.<br><br>O artigo 455 indica a possibilidade do empregado do subempreiteiro reclamar seus direitos do empreiteiro principal, e sendo assim, considera-se tal responsabilidade como solid\u00e1ria, com certeza, at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da Lei 6.019 com sua nova reda\u00e7\u00e3o.<br>O artigo 5A da Lei 6.019 estabelece em seu par\u00e1grafo 5\u00ba a responsabilidade subsidi\u00e1ria do tomador\/contratante:<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>\u00a7 5\u00ba\u00a0<em>A empresa contratante \u00e9 subsidiariamente respons\u00e1vel pelas obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas<\/em>\u00a0referentes ao per\u00edodo em que ocorrer a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, e o recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias observar\u00e1 o disposto no art. 31 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<div id=\"section-ga2845f\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-ga2845f gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">Abeta a discuss\u00e3o sobre a regra do artigo 5A da Lei 6.019 ter derrogado a previs\u00e3o da responsabilidade solid\u00e1ria do artigo 455 da CLT. Discuss\u00e3o, no entanto, com argumentos para os dois lados, uma vez que a Lei 6.019 trata da terceiriza\u00e7\u00e3o em geral, e a empreitada \u00e9 um contrato t\u00edpico, com regulamento civil e trabalhista espec\u00edficos.<br><br>Dessa forma, as empresas tomadoras devem se precaver em rela\u00e7\u00e3o aos contratos considerando que, na melhor das hip\u00f3teses, ser\u00e3o subsidiariamente respons\u00e1veis pelos direitos trabalhistas dos empregados do empreiteiro contratado.<br><br>Assim, devem tomar cuidados no aspecto da legisla\u00e7\u00e3o civil, trabalhista e previdenci\u00e1ria.<br><br><strong>Aspecto civil:<\/strong>\u00a0o contrato a ser firmado \u00e9 um contrato civil e, portanto, deve seguir as normas de validade do Direito Civil, sob pena de ser nulo ou anul\u00e1vel.<br><br>Nessa \u00e1rea, os cuidados envolvem\u00a0<em>a capacidade das partes contratante e sua representa\u00e7\u00e3o, o objeto e forma do contrato<\/em>.<br>Os cuidados envolvem desde a verifica\u00e7\u00e3o\u00a0<em>do contrato social<\/em>\u00a0da empresa contratada para verifica\u00e7\u00e3o da legalidade da representa\u00e7\u00e3o bem como de seu objeto social.<br><br>O objeto social demonstrar\u00e1 se a empresa contratada pode assumir o trabalho contratado.<br><br>Assim, para uma contrata\u00e7\u00e3o mais segura, na esfera civil devem ser seguidos os seguintes passos:<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>com a proposta contratual, pedir c\u00f3pia do contrato social vigente e dados completos da empresa com CNPJ, inscri\u00e7\u00e3o estadual e endere\u00e7o;<\/li><li>efetuar j\u00e1 nesse momento a pesquisa das a\u00e7\u00f5es civis trabalhistas e protestos;<\/li><li>analisar o tero e efetuar a assinatura do contrato para s\u00f3 ent\u00e3o iniciar os servi\u00e7os.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div id=\"section-gaf2829\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-gaf2829 gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">Al\u00e9m dos cuidados acima, que, na realidade, tratam do aspecto formal do contrato firmado, h\u00e1 que se considerar os cuidados exigidos para regularidade contratual na esfera trabalhista.<br><br><strong>\u00c1rea trabalhista<\/strong><br>A terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 o ato da empresa tomadora de servi\u00e7o entregar, atrav\u00e9s de um contrato regular, \u00e0 outra empresa, prestadora de servi\u00e7os, algumas atividades que a empresa prestadora possa prestar, ou seja, que seja um de seus objetivos sociais.<br><br>A terceiriza\u00e7\u00e3o sempre foi proibida, e os julgados sempre consideraram que o v\u00ednculo dava-se entre o trabalhador e a empresa tomadora, independentemente da exist\u00eancia de empresa interposta.<br><br>Esse entendimento estava consubstanciado na S\u00famula 256 do TST, que previa que seriam regulares as contrata\u00e7\u00f5es de trabalhador tempor\u00e1rio e vigilante banc\u00e1rio, dentro dos estritos termos de cada lei.<br><br>Essa orienta\u00e7\u00e3o foi alterada e editada a S\u00famula 331 do TST, permitindo a terceiriza\u00e7\u00e3o com alguns requisitos restritivos, dentre eles tipo de atividade, mantendo, no entanto, a proibi\u00e7\u00e3o de interposi\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra.<br><br>Com e edi\u00e7\u00e3o da nova lei, esse aspecto ficou ultrapassado, e mais do que nunca a regularidade da terceiriza\u00e7\u00e3o est\u00e1 voltada ao seu correto gerenciamento, evitando-se sua descaracteriza\u00e7\u00e3o na esfera trabalhista.<br><br>E tal irregularidade est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 forma como a tomadora trata os empregados da prestadora, ou os trabalhadores terceirizados (aut\u00f4nomos ou empres\u00e1rios) que a atendem.<br><br>Com efeito, a Lei 13.467\/17, ao alterar a CLT e a Lei 6.019\/74, n\u00e3o alterou nem o artigo 3\u00ba da CLT, que trata da defini\u00e7\u00e3o de empregado, nem seu artigo 9\u00ba, que trata da nulidade de atos que visem fraudar direitos previstos na CLT.<br><br>E o principal elemento caracterizador do v\u00ednculo empregat\u00edcio \u00e9 a\u00a0<em>subordina\u00e7\u00e3o<\/em>, que \u00e9 a subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica.<br><br>Assim, o trabalhador terceirizado \u00e9 empregado da empresa prestadora de servi\u00e7o e, portanto, est\u00e1 sujeito \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica com ela t\u00e3o somente, ou, se aut\u00f4nomo ou empres\u00e1rio, sem subordina\u00e7\u00e3o a quem quer que seja.<br><br>Qualquer inger\u00eancia da empresa tomadora na forma e desenvolvimento dos servi\u00e7os terceirizados atrav\u00e9s de seu pr\u00f3prio pessoal ser\u00e1 elemento que descaracterizar\u00e1 terceiriza\u00e7\u00e3o por configurar subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica direta.<br><br>A empreitada \u00e9 um contrato pelo qual a prestadora faz parte da obra com ou sem materiais, devendo ter a expertise para tal atividade.<br><br>A empresa, ao terceirizar a compra de um servi\u00e7o pronto, pode, no contrato civil entre partes, estabelecer puni\u00e7\u00f5es como multas, responsabilidade por perdas e danos e at\u00e9 mesmo a rescis\u00e3o contratual se o servi\u00e7o n\u00e3o sair a contento, no entanto, n\u00e3o pode jamais controlar o desenvolvimento desse servi\u00e7o, controlando os trabalhadores terceirizados diretamente.<br><br>Assim, qualquer forma de subordina\u00e7\u00e3o deve ser evitada, e jamais constar de contrato.<br><br>Outros elementos tamb\u00e9m caracterizam o v\u00ednculo empregat\u00edcio e est\u00e3o dispostos no artigo 3\u00ba da CLT.<br><br><strong>Pessoalidade:<\/strong>\u00a0o que \u00e9 a pessoalidade? A exig\u00eancia de que determinado trabalho seja efetuado por determinada pessoa, sem possibilidade de substitui\u00e7\u00e3o.<br><br>Assim, exigir que o servi\u00e7o terceirizado seja efetuado por Fulano, e considerar quebra contratual ou punir o Fulano se n\u00e3o for ele a desenvolver o trabalho, descaracteriza a terceiriza\u00e7\u00e3o.<br><br><em>Voltamos a frisar: terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 contrato civil entre contratante e contratada, sem inger\u00eancia da contratante no desenvolvimento dos servi\u00e7os.<\/em><br><br>A empresa tomadora pode exigir por seguran\u00e7a a identifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores que ser\u00e3o locados e mesmo o aviso de substitui\u00e7\u00e3o para efeito de identifica\u00e7\u00e3o, mas apenas para efeito de sua seguran\u00e7a.<br><br><strong>Consequ\u00eancias<\/strong><br>Qual o efeito de n\u00e3o se ter a terceiriza\u00e7\u00e3o bem-feita?<br><br>Primeiro, precisa-se verificar o que \u00e9 uma terceiriza\u00e7\u00e3o malfeita.<br><br>Terceiriza\u00e7\u00e3o malfeita \u00e9 a efetuada sem os cuidados na \u00e1rea civil, quanto \u00e0 corre\u00e7\u00e3o do contrato e idoneidade da prestadora, e\/ou a que n\u00e3o obedece \u00e0s normas trabalhistas.<br><br>A consequ\u00eancia da contrata\u00e7\u00e3o dentro nas normas trabalhistas, ou seja, uma terceiriza\u00e7\u00e3o legal do ponto de vista trabalhista, mas sem os cuidados de verifica\u00e7\u00e3o de idoneidade da prestadora e elabora\u00e7\u00e3o de um contrato civil, gera, na \u00e1rea trabalhista, a\u00a0<em>responsabilidade subsidi\u00e1ria ou solid\u00e1ria da tomadora<\/em>.<br><br>Dessa forma, a tomadora responde pelo total do d\u00e9bito trabalhista do empregado da prestadora e que participava dos servi\u00e7os terceirizados, inclusive em ju\u00edzo, se a prestadora n\u00e3o pagar esses d\u00e9bitos.<br><br>A tomadora ter\u00e1 direito de regresso, ou seja, de cobrar em a\u00e7\u00e3o civil pr\u00f3pria os d\u00e9bitos da prestadora que ela pagar diretamente. No entanto, se o contrato for nulo, ou a empresa insolvente, a tomadora nada receber\u00e1.<br><br>Mas situa\u00e7\u00e3o pior ocorrer\u00e1 em caso de terceiriza\u00e7\u00e3o irregular do ponto de vista da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista. Nesse caso, se aplicado o disposto no artigo 455 da CLT, haver\u00e1\u00a0<em>responsabilidade solid\u00e1ria<\/em>\u00a0pelos d\u00e9bitos trabalhistas, ou seja, o trabalhador que prestou o servi\u00e7o poder\u00e1 cobrar seu d\u00e9bito de qualquer das empresas, n\u00e3o havendo sequer necessidade de cobrar antes da prestadora.<br><br>Outra comina\u00e7\u00e3o que pode surgir \u00e9 de, havendo a subordina\u00e7\u00e3o direta com a tomadora com pessoalidade, considerar-se a exist\u00eancia de intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, recurso proibido no Direito do Trabalho, e por for\u00e7a do artigo 9\u00ba da CLT considerar-se nula a contrata\u00e7\u00e3o, reconhecendo-se o\u00a0<em>v\u00ednculo empregat\u00edcio direto com a tomadora<\/em>.<br><br>A fraude pode at\u00e9 mesmo descaracterizar o\u00a0<em>trabalho tempor\u00e1rio<\/em>\u00a0se irregular, que \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de terceiriza\u00e7\u00e3o com as mesmas consequ\u00eancias acima.<br><br>Al\u00e9m disso, h\u00e1 as\u00a0<em>multas administrativas<\/em>\u00a0se a fiscaliza\u00e7\u00e3o considerar irregular a terceiriza\u00e7\u00e3o.<br><br>Dessa forma, para uma contrata\u00e7\u00e3o segura tamb\u00e9m na \u00e1rea trabalhista, devem ser seguidos os seguintes passos:<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>contrata\u00e7\u00e3o de empresa id\u00f4nea;<\/li><li>ao contratar aut\u00f4nomos, evitar a pessoalidade e subordina\u00e7\u00e3o;<\/li><li>ao contratar empresas individuais em que haja pessoalidade do prestador, o que pode acarretar v\u00ednculo empregat\u00edcio, principalmente na loca\u00e7\u00e3o dentro da empresa, efetuar gerenciamento cuidadoso para demonstrar autonomia em sua atua\u00e7\u00e3o;<\/li><li>elabora\u00e7\u00e3o do contrato de terceiriza\u00e7\u00e3o considerando tamb\u00e9m a norma trabalhista, e n\u00e3o s\u00f3 a civil \u2014 incluir obriga\u00e7\u00e3o de envio de c\u00f3pia de ficha de registro e guias de encargos mensalmente dos empregados locados com reten\u00e7\u00e3o de pagamento;<\/li><li>n\u00e3o efetuar contrata\u00e7\u00e3o de trabalhador tempor\u00e1rio fora das hip\u00f3teses legalmente permitidas e comprovar essas hip\u00f3teses na contrata\u00e7\u00e3o \u2014 manter documentada a justificativa;<\/li><li>n\u00e3o controlar o servi\u00e7o diretamente com o empregado locado, n\u00e3o dar ordens nem diretrizes; toda comunica\u00e7\u00e3o de problemas \u00e9 com a empresa prestadora.<\/li><li>n\u00e3o manter supervisor pr\u00f3prio na terceirizada para controle do servi\u00e7o;<\/li><li>n\u00e3o efetuar pagamentos, reembolsos ou entrega de benef\u00edcios diretamente ao empregado locado.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div id=\"section-g1d0803\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g1d0803 gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">A rotina de terceiriza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da empreitada na constru\u00e7\u00e3o civil deve ser efetuada de maneira cuidadosa, para evitar o desvirtuamento do contrato, gerando riscos para ambas as empresas envolvidas, mas especialmente para a contratante.<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-mai-31\/maria-benhame-terceirizacao-construcao-civil-reforma\">Conjur<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No aspecto da legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, o instituto j\u00e1 estava previsto na CLT no seu artigo 455, que considera l\u00edcita a subempreitada, mas indica a responsabilidade solid\u00e1ria do contratante em rela\u00e7\u00e3o aos empregados da contratada.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":353,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,8,14],"tags":[36,58,57,46,59],"class_list":["post-351","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-direito-trabalhista","category-noticias","tag-conjur","tag-construcao-civil","tag-consultor-juridico","tag-direito-trabalhista","tag-tercerizacao"],"gutentor_comment":73,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/351","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=351"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/351\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":387,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/351\/revisions\/387"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=351"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=351"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=351"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}