{"id":320,"date":"2021-05-12T19:42:55","date_gmt":"2021-05-12T22:42:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=320"},"modified":"2021-05-19T00:14:52","modified_gmt":"2021-05-19T03:14:52","slug":"contrato-de-empregado-hipersuficiente-deve-ter-controle-jurisdicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=320","title":{"rendered":"Contrato de empregado hipersuficiente deve ter controle jurisdicional"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"section-g51938c\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g51938c gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">A dita reforma trabalhista trouxe como \u201cinova\u00e7\u00e3o\u201d no Direito do Trabalho a figura do hipersuficiente, que, no dizer da lei \u00e9 o empregado que recebe sal\u00e1rio superior ao dobro do teto do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio e tem curso superior completo (artigo 444, \u00a0par\u00e1grafo \u00fanico CLT).<br><br>De acordo com a nova reda\u00e7\u00e3o da lei, o acordo entre essas partes s\u00e3o equiparados aos acordos coletivos nos assuntos previstos no artigo 611-A da CLT. Portanto s\u00f3 poderia sofrer controle jurisdicional com interven\u00e7\u00e3o m\u00ednima na vontade das partes, com base no artigo 104 do C\u00f3digo Civil.<br><br>Mas\u00a0a liberdade \u00e9 mesmo o que parece ser? Vamos analisar a quest\u00e3o controversa, at\u00e9 porque n\u00e3o est\u00e1 prevista na legisla\u00e7\u00e3o\u00a0das cl\u00e1usulas de n\u00e3o concorr\u00eancia ao t\u00e9rmino dos contratos de trabalho.<br><br>A quest\u00e3o das cl\u00e1usulas de concorr\u00eancia e sigilo n\u00e3o s\u00e3o aplicadas no Brasil com base em legisla\u00e7\u00e3o vigente,\u00a0uma vez que inexiste lei que trate do assunto. As decis\u00f5es judiciais que julgam casos em que tais veda\u00e7\u00f5es forma impostas aos ex-empregados s\u00e3o feitas com base no Direito Comparado, conforme autoriza\u00e7\u00e3o da lei brasileira que prev\u00ea a decis\u00e3o por analogia legal.<br><br>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea a liberdade de exerc\u00edcio da profiss\u00e3o e of\u00edcio, fator que, a princ\u00edpio, vedaria totalmente a utiliza\u00e7\u00e3o dessa forma de contrata\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio brasileiro (artigo 5\u00ba, XIII).<br><br>J\u00e1 o artigo\u00a08\u00ba da CLT, prev\u00ea o uso da legisla\u00e7\u00e3o estrangeira para julgamentos, cabendo ao jurista valer-se das normas dos demais pa\u00edses para aplic\u00e1-las por semelhan\u00e7a \u00e0 situa\u00e7\u00e3o ocorrida no Brasil. Examinando as legisla\u00e7\u00f5es estrangeiras, \u00e9 poss\u00edvel encontrar elementos comuns para permitir a legalidade das cl\u00e1usulas de n\u00e3o concorr\u00eancia e confidencialidade. S\u00e3o as seguintes:<br><br>A It\u00e1lia, com o Codici Civile italiano, artigo 2125<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20190219122815\/https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-mai-05\/maria-benhame-contrato-hipersuficiente-exige-controle-jurisdicional#[1]\">[1]<\/a>, pagamento de valor correspondente, com objeto definido, limitado no tempo e no lugar. Limitado a cinco anos para dirigente e tr\u00eas\u00a0para demais empregados. Em Portugal, o atual C\u00f3digo do Trabalho regulamenta a mat\u00e9ria em seu\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20190219122815\/https:\/\/cite.gov.pt\/asstscite\/downloads\/legislacao\/CT20032018.pdf#page=57\" target=\"_blank\">artigo 136<\/a>, que considera como regra geral haver acordo escrito, tratar-se de atividade que possa trazer preju\u00edzo ao empregador, mediante uma compensa\u00e7\u00e3o financeira, e com limita\u00e7\u00e3o a dois ou tr\u00eas\u00a0anos, se tratar de situa\u00e7\u00f5es mais sens\u00edveis ao neg\u00f3cio do empregador.<br><br>A lei espanhola, por sua vez, regula a mat\u00e9ria nos mesmos moldes (Real Decreto Legislativo, 2\/2015)<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20190219122815\/https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-mai-05\/maria-benhame-contrato-hipersuficiente-exige-controle-jurisdicional#[2]\">[2]<\/a>. Assim, s\u00e3o elementos usualmente presentes nas leis estrangeiras: limite temporal; forma escrita; limita\u00e7\u00e3o territorial; atividade capaz de gerar preju\u00edzo ao ex-empregador, contrapresta\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria. De maneira geral, a jurisprud\u00eancia brasileira nega validade jur\u00eddica \u00e0s cl\u00e1usulas de n\u00e3o concorr\u00eancia e confidencialidade, considerando-a nula, sem qualquer efeito jur\u00eddico\u00a0(julgados: TRT-02\u00aa R. \u2013 RO 20010487101 \/TRT-15\u00aa R. \u2013 Proc. 10687\/03 \u2013 (27957\/03)).<br><br>No entanto, h\u00e1 julgados que a consideram nula t\u00e3o somente se n\u00e3o contiverem qualquer limita\u00e7\u00e3o temporal e geogr\u00e1fica ou ainda sem prever retribui\u00e7\u00e3o financeira:<br>Termo de confidencialidade \u2013 N\u00e3o pode prevalecer, no curso do contrato de emprego, cl\u00e1usula que visa impedir o empregado de, respeitado o c\u00f3digo de propriedade industrial e a obriga\u00e7\u00e3o de n\u00e3o divulgar segredo de fabrica\u00e7\u00e3o, vir a exercer atividade de vendedor, seja no territ\u00f3rio nacional, seja no estrangeiro, sobretudo por per\u00edodo de cinco anos e sem nenhuma compensa\u00e7\u00e3o financeira\u00a0(TRT- 17\u00aa R. \u2013 RO 80200-37.2010.5.17.0004 \u2013 Rel. Des. Gerson Fernando da Sylveira Novais \u2013 DJe 06.06.2011 \u2013 p. 60).<br><br>Recurso da reclamada. Nulidade. Testemunhas (\u2026) Cl\u00e1usulas de n\u00e3o concorr\u00eancia. Dos termos do contrato firmado entre as partes, constata-se a nulidade da cl\u00e1usula de n\u00e3o concorr\u00eancia, tendo em vista que o valor da compensa\u00e7\u00e3o estava englobado no sal\u00e1rio e, portanto, foi pago antes mesmo do t\u00e9rmino da rela\u00e7\u00e3o de trabalho, n\u00e3o cumprindo sua finalidade de indeniza\u00e7\u00e3o pelo per\u00edodo que deveria a recorrente estar afastada de coloca\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. FGTS E MULTA DE 40% DO FGTS (\u2026) (TRT-2 \u2013 RO: 1784200604002005 SP 01784-2006-040-02-00-5, Rel. LUIZ CARLOS GOMES GODOI, Julgamento: 16\/09\/2009, 2\u00aa Turma, publica\u00e7\u00e3o: 06\/10\/2009).<br><br>Por fim, j\u00e1 h\u00e1 alguns casos considerando v\u00e1lida tal cl\u00e1usula desde que o acordo tenha dura\u00e7\u00e3o limitada, atinja zona geogr\u00e1fica limitada e gere uma contrapresta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria ao ex-empregado. Pode ser visto abaixo:<br><\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:23px\"><strong>I \u2013 Cl\u00e1usula de n\u00e3o concorr\u00eancia pactua\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o in\u00edcio do contrato de trabalho validade:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div id=\"section-gd4e26e\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-gd4e26e gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">A estipula\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula de sigilo, confidencialidade e n\u00e3o concorr\u00eancia, durante o curso do contrato de trabalho, n\u00e3o se traduz em altera\u00e7\u00e3o il\u00edcita e unilateral. Isto porque o art. 482, nas al\u00edneas \u201cc\u201d e \u201cg\u201d, da CLT , prev\u00ea que constituem motivos para a ruptura contratual por justa causa a pr\u00e1tica de concorr\u00eancia e o viola\u00e7\u00e3o de segredo da empresa. Destarte, tem-se que tais deveres est\u00e3o \u00ednsitos no pr\u00f3prio contrato de trabalho, sobretudo diante do princ\u00edpio da boa-f\u00e9, que deve nortear a rela\u00e7\u00e3o de trabalho. Portanto, \u00e9 plenamente v\u00e1lida a estipula\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula de n\u00e3o concorr\u00eancia mesmo ap\u00f3s o in\u00edcio da vig\u00eancia do contrato de trabalho, n\u00e3o havendo afronta ao art. 468 da CLT.<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\" style=\"font-size:23px\"><strong>II- Cl\u00e1usula de n\u00e3o concorr\u00eancia \u2013 vig\u00eancia ap\u00f3s o t\u00e9rmino do contrato de trabalho \u2013 validade:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div id=\"section-g7f173a\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g7f173a gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">\u00c9 v\u00e1lida a cl\u00e1usula de n\u00e3o concorr\u00eancia que tenha vig\u00eancia mesmo ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho, embora tal modalidade n\u00e3o encontre disciplina jur\u00eddica no Direito do Trabalho. Assim, constatada a lacuna, possibilita-se, por for\u00e7a do art. 8\u00ba da CLT ,a aplica\u00e7\u00e3o do art. 122 do C\u00f3digo Civil Brasileiro, que disp\u00f5e que \u201cS\u00e3o l\u00edcitas, em geral, todas as condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 lei, \u00e0 ordem p\u00fablica ou aos bons costumes; Entre as condi\u00e7\u00f5es defesas se incluem as que privarem de todo efeito o neg\u00f3cio jur\u00eddico, ou o sujeitarem ao puro arb\u00edtrio de uma das partes\u201d. Desse modo, seria l\u00edcita, em tese, a pactua\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula de n\u00e3o concorr\u00eancia ap\u00f3s a cessa\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho\u00a0(TRT-09\u00aa R. \u2013 RO 18154\/2009-002-09-00.8 \u2013 1\u00aa T. \u2013 Rel. Edmilson Antonio de Lima \u2013 DJe 17.08.2010 \u2013 p. 147).<br>Considerando o teor do artigo 444 da CLT, em seu par\u00e1grafo \u00fanico, deve-se analisar para efeito do controle jurisdicional de tais cl\u00e1usulas o C\u00f3digo Civil brasileiro.<br>Inicialmente deve-se considerar que as normas civis estabelecem, depois da edi\u00e7\u00e3o do novo C\u00f3digo Civil, o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 contratual n\u00e3o s\u00f3 durante a execu\u00e7\u00e3o do contrato, mas desde a in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es contratuais. S\u00e3o as regras que encontramos nos artigos 113 e 422 do C\u00f3digo Civil:<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<ul class=\"has-brown-color has-text-color wp-block-list\" style=\"font-size:14px\"><li>Art. 113. Os neg\u00f3cios jur\u00eddicos devem ser interpretados conforme a boa-f\u00e9 e os usos do lugar de sua celebra\u00e7\u00e3o.<\/li><li>Art. 422. Os contratantes s\u00e3o obrigados a guardar, assim na conclus\u00e3o do contrato, como em sua execu\u00e7\u00e3o, os princ\u00edpios de probidade e boa-f\u00e9.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div id=\"section-g32a7fa\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g32a7fa gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">\u00c9, ainda, o que nos ensina o professor Miguel Reale em\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20190219122815\/https:\/\/www.miguelreale.com.br\/artigos\/boafe.htm\" target=\"_blank\">artigo<\/a>:<\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-grey-color\">&#8220;A vida do Direito n\u00e3o se reduz a uma sucess\u00e3o de fatos desvinculados dos valores que lhes d\u00e3o sentido e significado, de cuja correla\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica emerge a regula iuris. Da\u00ed a orienta\u00e7\u00e3o assumida pelos autores do Anteprojeto do C\u00f3digo Civil, sistematizado e publicado em 1972, o qual, devidamente revisto culminou no Projeto de 1975, enviado ao Congresso Nacional, nele j\u00e1 apresentada a eticidade, cuja raiz \u00e9 a boa-f\u00e9, como um dos princ\u00edpios diretores que o distinguem do individualismo do C\u00f3digo revogado de 1916. O resultado da compreens\u00e3o superadora da posi\u00e7\u00e3o positivista foi a prefer\u00eancia dada \u00e0s normas ou cl\u00e1usulas abertas, ou seja, n\u00e3o subordinadas ao renitente prop\u00f3sito de um rigorismo jur\u00eddico cerrado, sem nada se deixar para a imagina\u00e7\u00e3o criadora dos advogados e juristas e a prudente, mas n\u00e3o menos instituidora, senten\u00e7a dos ju\u00edzes.<\/span><\/p><p><span class=\"has-inline-color has-grey-color\">\u00c9 a boa-f\u00e9 o cerne em torno do qual girou a altera\u00e7\u00e3o de nossa Lei Civil, da qual destaco dois artigos complementares, o de n\u00ba 113, segundo o qual \u201cos neg\u00f3cios jur\u00eddicos devem ser interpretados conforme a boa-f\u00e9 e os usos do lugar de sua celebra\u00e7\u00e3o\u201d, e o Art. 422 que determina: \u201cos contratantes s\u00e3o obrigados a guardar, assim na conclus\u00e3o do contrato, como em sua execu\u00e7\u00e3o, os princ\u00edpios de probidade e boa-f\u00e9\u201d.<\/span><\/p><p><span class=\"has-inline-color has-grey-color\">Como se v\u00ea, a boa-f\u00e9 n\u00e3o constitui um imperativo \u00e9tico abstrato, mas sim uma norma que condiciona e legitima toda a experi\u00eancia jur\u00eddica, desde a interpreta\u00e7\u00e3o dos mandamentos legais e das cl\u00e1usulas contratuais at\u00e9 as suas \u00faltimas consequ\u00eancias.&#8221;<\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div id=\"section-g4c6b5a\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g4c6b5a gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop text-align-left-tablet text-align-left-mobile\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">J\u00e1 o artigo 104 do C\u00f3digo Civil, estabelece como seus requisitos: o agente capaz, a forma prevista ou n\u00e3o vedada por lei, e o objeto l\u00edcito. E dentre os requisitos de validade do neg\u00f3cio jur\u00eddico est\u00e3o a aus\u00eancia de v\u00edcios da vontade e sociais, que sempre devem ser considerados j\u00e1 que permitem a nulidade do neg\u00f3cio.<br><br>No Direito do Trabalho, a quest\u00e3o da coa\u00e7\u00e3o \u00e9 delicada. No tocante ao hipersuficiente, n\u00e3o deve ser desconsiderada, uma vez que o pr\u00f3prio n\u00edvel salarial pode levar a pressupor maior situa\u00e7\u00e3o de coa\u00e7\u00e3o a definir a aceita\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula, do que um empregado menos remunerado em vista da depend\u00eancia econ\u00f4mica gerada pelo contrato de trabalho. Soma-se a isso, o controle do objeto l\u00edcito contratual, permitido e determinado pelo artigo 104.<br><br>A lei brasileira n\u00e3o prev\u00ea tal forma de contrata\u00e7\u00e3o de n\u00e3o concorr\u00eancia ap\u00f3s o t\u00e9rmino do contrato de trabalho. No entanto, como discutido acima, a lei estrangeira \u00e9 fonte normativa para as decis\u00f5es judicias e al\u00e9m dela os pr\u00f3prios julgados nacionais. Sendo assim, \u00e9 importante que as partes ao acordarem as condi\u00e7\u00f5es de limita\u00e7\u00e3o ao trabalho do empregado ap\u00f3s o t\u00e9rmino do contrato de trabalho re\u00fanam elementos para a validade contratual, que s\u00e3o: limite temporal; forma escrita; limita\u00e7\u00e3o territorial; atividade capaz de gerar preju\u00edzo ao ex-empregador, contrapresta\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria.<br><br>\u00c9 importante que o valor compensat\u00f3rio n\u00e3o seja \u00ednfimo, sob pena de ser o acordo considerado nulo. Al\u00e9m disso, \u00e9 interessante que, para prote\u00e7\u00e3o da empresa, o empregado esteja assistido por advogado de sua confian\u00e7a, e que tratativas antes da assinatura contratual sejam bem documentadas, de maneira a demonstrar real transa\u00e7\u00e3o entre as partes.<br>Ainda \u00e9 importante lembrar que mesmo nos contratos civis, o controle jurisdicional visa o equil\u00edbrio entre as partes, e n\u00e3o \u00e9 porque o Direito do Trabalho criou a figura do dito \u201chipersuficiente\u201d que seu contrato ser\u00e1 livremente pactuado sem controle jurisdicional poss\u00edvel.<br><\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<div id=\"section-gaf6e04\" class=\"wp-block-gutentor-e0 section-gaf6e04 gutentor-element gutentor-element-advanced-text\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-mai-05\/maria-benhame-contrato-hipersuficiente-exige-controle-jurisdicional#author\">ConJur<\/a><\/p><\/div><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-verse has-small-font-size\">[1].&nbsp;Il patto con il quale si limita lo svolgimento dell\u2019attivit\u00e0 del&nbsp;prestatore di lavoro, per il tempo successivo alla cessazione del contratto, \u00e8&nbsp;nullo&nbsp;se non risulta da atto scritto [1350, n. 13,&nbsp;2725], se non \u00e8 pattuito un corrispettivo a favore del prestatore di lavoro e se il incolo non \u00e8 contenuto entro determinati limiti di oggetto, di tempo e di luogo&nbsp;(1).\nLa durata del vincolo non pu\u00f2 essere superiore a cinque anni, se si tratta di&nbsp;dirigenti, e a tre anni negli altri casi. Se \u00e8 pattuita una durata maggiore, essa si riduce nella misura su indicata.&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20190219122815\/https:\/\/www.brocardi.it\/codice-civile\/libro-quinto\/titolo-ii\/capo-i\/sezione-iii\/art2125.html\" target=\"_blank\">https:\/\/www.brocardi.it\/codice-civile\/libro-quinto\/titolo-ii\/capo-i\/sezione-iii\/art2125.html<\/a>\n[2]&nbsp;Art\u00edculo 21. Pacto de no concurrencia y de permanencia en la empresa.&nbsp;El pacto de no competencia para despu\u00e9s de extinguido el contrato de trabajo, que no podr\u00e1 tener una duraci\u00f3n superior a dos a\u00f1os para los t\u00e9cnicos y de seis meses para los dem\u00e1s trabajadores, solo ser\u00e1 v\u00e1lido si concurren los requisitos siguientes: a) Que el empresario tenga un efectivo inter\u00e9s industrial o comercial en ello. b) Que se satisfaga al trabajador una compensaci\u00f3n econ\u00f3mica adecuada.<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dra. Maria Lucia em artigo ao site Consultor Jur\u00eddico fala sobre contrato de empregado hipersuficiente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":328,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16,10,17,14],"tags":[36,32,33,34,35],"class_list":["post-320","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-direito-contratual","category-entrevistas","category-noticias","tag-conjur","tag-contrato","tag-controle-jurisdicional","tag-empregado","tag-hipersuficiente"],"gutentor_comment":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=320"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":352,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/320\/revisions\/352"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}