{"id":2719,"date":"2024-04-05T11:54:30","date_gmt":"2024-04-05T14:54:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=2719"},"modified":"2024-04-05T11:54:30","modified_gmt":"2024-04-05T14:54:30","slug":"juiza-determina-que-empresa-de-delivery-deve-pagar-direitos-trabalhistas-a-entregador-mesmo-sem-vinculo-de-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=2719","title":{"rendered":"Ju\u00edza determina que empresa de delivery deve pagar direitos trabalhistas a entregador mesmo sem v\u00ednculo de emprego"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"section-g9f8539\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g9f8539 gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">A ju\u00edza Rozi Engelke, da 12\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre, reconheceu que uma empresa digital de delivery deve pagar direitos trabalhistas a um entregador que prestou servi\u00e7os \u00e0 plataforma entre 2020 e 2023. As parcelas devidas t\u00eam previs\u00e3o constitucional, segundo a magistrada.<br><br>Conforme a senten\u00e7a, devem ser pagos o FGTS, as f\u00e9rias com adicional de 1\/3, o d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio e o adicional noturno. Os cr\u00e9ditos correspondem aos meses em que o trabalho foi realizado diretamente para a empresa, sem o interm\u00e9dio de terceirizadas, chamadas operadoras log\u00edsticas.<br><br>A magistrada ressalta que a concep\u00e7\u00e3o de trabalhador n\u00e3o est\u00e1 vinculada \u00e0 figura cl\u00e1ssica do empregado. \u201cOs direitos constitucionais n\u00e3o protegem apenas os empregados, mas se destinam a todos os trabalhadores, independentemente da exist\u00eancia do v\u00ednculo empregat\u00edcio\u201d, enfatizou.<br><br><strong>Plataformas digitais<\/strong><br><br>Para a ju\u00edza, \u00e9 certo que o trabalho por meio de plataformas digitais n\u00e3o \u00e9, exatamente, livre e aut\u00f4nomo, mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que n\u00e3o se reveste das caracter\u00edsticas da rela\u00e7\u00e3o de emprego. Previstas no art. 3\u00ba da CLT, s\u00e3o elas: subordina\u00e7\u00e3o, habitualidade, pessoalidade e onerosidade.<br><br>\u201cN\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para se reconhecer a subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, pois o trabalhador, al\u00e9m de autogerir-se, n\u00e3o se submete\u00a0 a\u00a0 qualquer\u00a0 dever\u00a0 de\u00a0 acatamento\u00a0 de\u00a0 ordens\u00a0 patronais. Ele apenas observa as ordens que s\u00e3o estipuladas, n\u00e3o individualmente, mas de forma ampla e plural, alcan\u00e7ando a totalidade dos prestadores de servi\u00e7os de determinada plataforma de modo uniforme\u201d, diz a magistrada.<br><br>A decis\u00e3o destaca que nesta modalidade de rela\u00e7\u00e3o o controle se d\u00e1 sobre o servi\u00e7o e n\u00e3o sobre o trabalhador. O conceito, de acordo com Rozi, \u00e9 essencial para a plena compreens\u00e3o do fen\u00f4meno frente \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, que acaba por levar \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 como \u201cencaixar\u201d esses novos trabalhadores no conceito de subordina\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia.<br><br>A senten\u00e7a tamb\u00e9m registrou que a sociedade passa pela Quarta Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, na qual a falsa l\u00f3gica de empreendedorismo piora a situa\u00e7\u00e3o. Esta \u00e9 marcada por tarefas repetitivas, executadas por milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras arregimentadas por plataformas eletr\u00f4nicas de trabalho. Conforme expresso na decis\u00e3o, na suposta nova economia, tudo \u00e9 tempor\u00e1rio, prec\u00e1rio e as micro tarefas s\u00e3o pagas com micro remunera\u00e7\u00f5es.\u00a0<br><br>Cabe recurso da decis\u00e3o.<br><br>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.trt4.jus.br\/portais\/trt4\/modulos\/noticias\/638090\"><strong>TRT<\/strong><\/a><\/p><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":2711,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,14],"tags":[307,46,363,65,55],"class_list":["post-2719","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-direito-trabalhista","category-noticias","tag-aplicativos-de-entrega","tag-direito-trabalhista","tag-entregadores","tag-noticias-2","tag-trt"],"gutentor_comment":0,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2719","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2719"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2719\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2720,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2719\/revisions\/2720"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}