{"id":1006,"date":"2022-02-25T02:20:49","date_gmt":"2022-02-25T05:20:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=1006"},"modified":"2022-02-25T02:20:49","modified_gmt":"2022-02-25T05:20:49","slug":"desemprego-cai-para-111-em-dezembro-mas-renda-do-trabalho-atinge-minima-historica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.benhame.adv.br\/?p=1006","title":{"rendered":"Desemprego cai para 11,1% em dezembro, mas renda do trabalho atinge m\u00ednima hist\u00f3rica"},"content":{"rendered":"\n<div id=\"section-g526048\" class=\"wp-block-gutentor-e1 section-g526048 gutentor-element gutentor-element-advanced-text text-align-left-desktop\"><div class=\"gutentor-text-wrap\"><p class=\"gutentor-text\">A taxa de desemprego no Brasil\u00a0recuou para 11,1% no trimestre encerrado em dezembro, mas a falta de trabalho ainda atinge 12 milh\u00f5es de brasileiros, informou nesta quinta-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Trata-se do menor \u00edndice desde o 4\u00ba trimestre de 2019, quando tamb\u00e9m ficou em 11,1%.<br><br>J\u00e1\u00a0a taxa m\u00e9dia de 2021 foi de 13,2%, o que indica uma tend\u00eancia de recupera\u00e7\u00e3o frente \u00e0 de 2020 (13,8%).\u00a0Mesmo recuando, foi a segunda maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada em 2012.<br><br>Apesar dos ind\u00edcios de melhora no mercado de trabalho, o rendimento dos trabalhadores encerram 2021 no menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE, situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 agravada pelo n\u00famero recorde de informais, alta da subocupa\u00e7\u00e3o e\u00a0infla\u00e7\u00e3o persistente, acima de dois d\u00edgitos.<br><br>Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em novembro, a taxa de desemprego\u00a0estava em 11,6%, atingindo 12,4 milh\u00f5es de pessoas.<br><br>\u201c\u00c9 um ano de recupera\u00e7\u00e3o para alguns indicadores, mas n\u00e3o \u00e9 o ano de supera\u00e7\u00e3o das perdas, at\u00e9 porque a pandemia n\u00e3o acabou, e seus impactos, ainda em curso, afetam diversas atividades econ\u00f4micas e o rendimento do trabalhador. H\u00e1 um processo de recupera\u00e7\u00e3o, mas ainda estamos distantes dos patamares de antes da pandemia\u201d, destacou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.<br><br>O resultado veio um pouco melhor que o esperado. A mediana das previs\u00f5es em pesquisa do Valor Data era de que a taxa ficaria em 11,2%. O intervalo das proje\u00e7\u00f5es era 11,1% a 11,7%.<br><br><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o cresce, mas renda segue encolhendo<br><\/strong><br>A\u00a0popula\u00e7\u00e3o ocupada cresceu 3% frente aos tr\u00eas meses anteriores, para 95,7 milh\u00f5es de pessoas. Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo trimestre de 2020, a alta foi de 9,8% (8,5 milh\u00f5es a mais de pessoas). Com o crescimento, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o chegou a 55,6%. Na m\u00e1xima hist\u00f3rica, em 2013, chegou a 58,5%.<br><br>Apesar da queda do desemprego, o rendimento real habitual caiu 3,6% frente ao trimestre anterior e 10,7% em rela\u00e7\u00e3o a igual trimestre de 2020, para R$ 2.447 \u2013 o menor rendimento da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IBGE. A m\u00e9dia anual foi de R$ 2.587, queda de 7% para 2020 (ou, menos R$ 195).<br><br>Ou seja, h\u00e1 mais pessoas trabalhando no pa\u00eds, mas com rendimentos cada vez menores e abaixo dos registrados antes mesmo da pandemia, em raz\u00e3o do\u00a0aumento do n\u00famero de brasileiros na informalidade, que atingiu o n\u00famero recorde de 38,9 milh\u00f5es.<br><br>J\u00e1 a massa de todos os rendimentos do trabalho ficou est\u00e1vel no 4\u00ba trimestre, mas caiu 2,4% (menos R$ 5,6 bilh\u00f5es) na m\u00e9dia anual, na compara\u00e7\u00e3o com 2020. Ou seja, as fam\u00edlias brasileiras ainda n\u00e3o recuperaram o seu poder de compra.<br><br>\u201cMuitas pessoas ao longo dos dois anos perderam suas ocupa\u00e7\u00f5es e v\u00e1rias delas interromperam a busca por trabalho no in\u00edcio de 2020 por causa da pandemia. Depois houve uma retomada dessa busca, ainda que o panorama econ\u00f4mico estivesse bastante desfavor\u00e1vel, ou seja, n\u00e3o havia uma resposta elevada na gera\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o. Em 2021, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e a melhora no cen\u00e1rio, houve crescimento do n\u00famero de trabalhadores, mas ainda persiste um elevado contingente de pessoas em busca de ocupa\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou a coordenadora da pesquisa.<br><br><strong>Destaques da pesquisa<br><\/strong><br>\u2022 Na m\u00e9dia anual, o\u00a0<strong>n\u00famero de desempregados<\/strong>\u00a0totalizou 13,9 milh\u00f5es, contra 13,8 milh\u00f5es de pessoas em 2020<br>\u2022 As\u00a0<strong>maiores taxas de desemprego<\/strong>\u00a0no 4\u00ba trimestre foram as do AP (17,5%), BA (17,3%), PE (17,1%) e as menores, de SC (4,3%), MT (5,9%) e MS (6,4%)<br>\u2022 A taxa de\u00a0<strong>informalidade\u00a0<\/strong>subiu para 40,7% no 4\u00ba trimestre, se aproximando da m\u00e1xima hist\u00f3rica. N\u00famero de brasileiros na informalidade alcan\u00e7ou marca recorde de 38,9 milh\u00f5es de pessoas.<br>\u2022 N\u00famero de<strong>\u00a0trabalhadores por conta pr\u00f3pria<\/strong>\u00a0saltou 11,1% na m\u00e9dia anual e atingiu no 4\u00ba trimestre o recorde de 25,9 milh\u00f5es de brasileiros<br>\u2022 Os trabalhadores com\u00a0<strong>carteira assinada<\/strong>\u00a0cresceram 2,6% em 2021, enquanto os que n\u00e3o tinham carteira aumentaram bem mais, 11,1%<br><strong>\u2022 Popula\u00e7\u00e3o subutilizada<\/strong>\u00a0diminui 1,2% frente a 2020, para 31,3 milh\u00f5es de pessoas.<br><strong>\u2022 Popula\u00e7\u00e3o desalentada<\/strong>\u00a0caiu de 5,5 milh\u00f5es em 2020 (recorde da s\u00e9rie) para 5,3 milh\u00f5es de pessoas em 2021<br><strong>\u2022 Subocupados\u00a0<\/strong>por insufici\u00eancia de horas trabalhadas saltou 18,1% na compara\u00e7\u00e3o com 2020, atingindo 7,5 milh\u00f5es na m\u00e9dia anual<br>\u2022 Aumento da ocupa\u00e7\u00e3o foi puxado pelo\u00a0<strong>com\u00e9rcio<\/strong>\u00a0e pela\u00a0<strong>constru\u00e7\u00e3o<\/strong>, que ocuparam 3 milh\u00f5es de pessoas a mais em 1 ano, no comparativo com o 4\u00ba trimestre de 2020<br>\u2022 N\u00famero de\u00a0<strong>trabalhadores dom\u00e9sticos<\/strong>\u00a0aumentou 6,6% contra 2020, alcan\u00e7ando 5,2 milh\u00f5es de pessoas<br>\u2022 A taxa de\u00a0<strong>desemprego foi de 9% para os homens e 13,9% para as mulheres<\/strong>\u00a0no 4\u00b0 trimestre; na an\u00e1lise por\u00a0<strong>cor ou ra\u00e7a\u00a0<\/strong>ficou abaixo da m\u00e9dia nacional para os brancos (9%) e acima para os pretos (13,6%) e pardos (12,6%).<br>\u2022 Desemprego \u00e9 mais alto na\u00a0<strong>faixa et\u00e1ria\u00a0<\/strong>de 25 a 39 anos (35,2%) e de 18 a 24 anos (30,8%)<br><br>Para 2022, os analistas projetam que a popula\u00e7\u00e3o ocupada continue se recuperando, por\u00e9m, a um ritmo menor, principalmente devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o dos juros e as incertezas pol\u00edticas relacionadas \u00e0 corrida presidencial.<br>A XP, por exemplo, estima o desemprego atingir\u00e1 11% no 2\u00ba trimestre e subir\u00e1 ligeiramente ao longo da segunda metade de 2022. Para a taxa m\u00e9dia anual de desemprego, a institui\u00e7\u00e3o projeta taxa de 11,6% em 2022 e 10,5% em 2023.<br><br>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2022\/02\/24\/desemprego-cai-para-111percent-em-dezembro-aponta-ibge.ghtml\"><strong>G1<\/strong><\/a><\/p><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Renda m\u00e9dia do trabalho encolhe 10,7% em 1 ano, para R$ 2.447 \u2013 menor valor da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2012. 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